Dados do Prodes apontaram redução da supressão de vegetação natural na maioria dos biomas brasileiros em 2024

Em novembro de 2024, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), a partir dos dados do sistema de Monitoramento Anual da Supressão de Vegetação Nativa (Prodes), informou que a supressão de vegetação florestal na porção brasileira do bioma Amazônia reduziu 28,09% entre 2023 e 2024. No bioma Cerrado, a redução no mesmo período foi de 25,76%. Os valores consolidados do Prodes para os demais biomas brasileiros, referentes ao ano de 2024, foram divulgados em dezembro de 2025 e encontram-se disponíveis no portal TerraBrasilis.

Nas áreas cobertas por vegetação não florestal no bioma Amazônia, o incremento de supressão da vegetação natural em 2024 foi de 554,04 km², correspondendo a uma redução de 5,27% em relação a 2023, quando foram mapeados 584,86 km²

No bioma Mata Atlântica, foram mapeados 475,18 km² de supressão de vegetação nativa em 2024, o que corresponde a uma redução de 37,89% em relação a 2023, quando foram registrados 765,17 km². Este foi o menor valor observado na série histórica do Prodes Mata Atlântica, iniciada em 2001.

No bioma Pampa (Campos Sulinos), o incremento de supressão de vegetação nativa totalizou 523,14 km² em 2024, representando uma redução de 20,08% em comparação com o dados do Prodes Pampa 2023 (654,58 km²). Assim como na Mata Atlântica, este foi o menor valor registrado desde o início da série histórica do Prodes Pampa, também iniciada em 2001.

Estes resultados refletem os efeitos de políticas públicas recentes e dos esforços de fiscalização e conservação, evidenciando uma desaceleração no avanço do desmatamento em ambos os biomas.

Em contraste, o bioma Caatinga apresentou aumento da supressão de vegetação nativa em 2024, com um incremento de 3.484,37 km², valor 9,93% superior ao registrado em 2023 (3.169,61 km²).

O Pantanal foi o bioma com o maior aumento relativo de supressão em 2024. O incremento registrado foi de 842,44 km², representando um aumento de 16,5% em relação ao valor observado em 2023 (723,13 km²).

Segundo a vice-coordenadora do Programa BiomasBR, Dra. Silvana Amaral, a competência e expertise do INPE têm garantido o monitoramento em todos os biomas, sempre mantendo a alta qualidade e acurácia históricas do Prodes, e mostrando o quão estratégico é para o Brasil fomentar sistemas de monitoramento de desmatamento/supressão de vegetação nativa. Afirmou ainda que a queda no desmatamento na maioria dos biomas brasileiros entre 2023 e 2024 corrobora a efetividade e a importância de políticas públicas, tanto de comando e controle, como de mecanismos regulatórios como acordos e termos de conduta firmados entre sociedade civil e setores de comércio e exportação de produtos agropecuários.

Os dados completos estão disponíveis no Portal TerraBrasilis, do INPE: https://terrabrasilis.dpi.inpe.br. As notas técnicas contendo os resultados detalhados podem ser acessadas por bioma, nos seguintes links:

Mata Atlântica: https://data.inpe.br/biomasbr/em-2024-o-valor-do-incremento-de-supressao-da-vegetacao-nativa-no-bioma-mata-atlantica-foi-de-47518-km%c2%b2/

Pampa: https://data.inpe.br/biomasbr/em-2024-o-valor-do-incremento-de-supressao-da-vegetacao-nativa-no-bioma-pampa-foi-de-52314-km2/

Coberturas não florestais da Amazônia: https://data.inpe.br/biomasbr/em-2024-o-valor-do-incremento-de-supressao-da-vegetacao-natural-nao-florestal-no-bioma-amazonia-foi-de-55404-km2/

Caatinga: https://data.inpe.br/biomasbr/em-2024-o-valor-do-incremento-de-supressao-da-vegetacao-nativa-no-bioma-caatinga-foi-de-3-48437-km%c2%b2/

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